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ASPECTOS CLÍNICOS DA QUEILITE ACTÍNICA

REVISÃO DE LITERATURA

ASPECTOS CLÍNICOS DA QUEILITE ACTÍNICA


Bruno Pereira Turíbio, Rebeca Dalla Rosa, Laís Maia Carneiro, Myllena Brito Antonelli Dotor, Taynara da Silva Guimarães, Felipe Camargo Munhoz.


INTRODUÇÃO: A queilite actínica é também conhecida como ceratose actínica do lábio. A etimologia da palavra queilite deriva do grego “keilos”, que significa lábios e são consideradas lesões actínicas, aquelas decorrentes da radiação actínica, que é um grupo da radiação ultra-violeta. Ela se manifesta por ressecamento, erosões e perda do limite do lábio inferior, acometendo, sobretudo, pessoas de pele clara. Os principais fatores de risco são: exposição crônica aos raios solares, tabagismo e má higiene bucal.


OBJETIVO: A finalidade deste trabalho foi realizar uma revisão de literatura sobre queilite actínica abordando seus aspectos clínicos, tratamentos e medidas preventivas.


METÓDO: A base de dados utilizadas foram Scielo, Google Acadêmico e PubMed, além de livros da área de patologia bucal e estomatologia, dos 192 artigos encontrados foram selecionados 12 relacionados a aspectos clínicos e preventivos.


REVISÃO DE LITERATURA: A diversidade estrutural e anatômica identificada pelas diferentes regiões do lábio, além de sua evidente posição, faz com que essa parte do corpo humano seja alvo de doenças inflamatórias, autoimunes, infecciosas, tumores benignos e até mesmo lesões malignas e pré-malignas, como é o caso da queilite actínica. O diagnóstico é feito com base nas características clínicas e aspectos histopatológicos, no entanto deve ser feita a biópsia para excluir envolvimentos profundos, especificamente quando a lesão é ampla, prulítica, sangrante, eritematosa e geralmente endurecida. Já o tratamento ideal para QA na maioria dos casos seria evitar exposição exagerada e prolongada à luz solar, entretanto é inviável para alguns indivíduos que possuem seus serviços nessas condições. Por esta razão, a conduta profilática como o uso de chapéu de abas largas e aplicação de fator de proteção solar labial, deve ser utilizada para evitar ou minimizar a radiação na face dos lábios.


CONCLUSÃO: Os resultados encontrados apontam que a QA acomete com mais frequência indivíduos do sexo masculino, entre 40 e 80 anos, que tenha ocupação ou atividade associada à exposição prolongada ao sol. Indivíduos da cor branca tendem a ser mais predisponentes a indivíduos da pele negra devido à melanina que age como fator de proteção. É de fundamental importância a participação do dentista nas ações preventivas e curativas da queilite actínica num trabalho interdisciplinar com a equipe de saúde familiar.


DESCRITORES: Queilite Actínica, Tratamento, Prevenção, Aspectos.

 
 
 

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